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Ana Mazorca Psicóloga · CRP 08/25479
Indicação de filme 04 de julho de 2026 5 min de leitura

Por , Psicóloga - CRP 08/25479

A vida em si (2018), filme de Dan Fogelman

A vida em si é um filme de 2018, dirigido por Dan Fogelman, que atravessa histórias familiares, relações amorosas, perdas e acontecimentos que deixam marcas ao longo das gerações.

Histórias que se entrelaçam

O filme acompanha personagens em diferentes tempos e lugares, mostrando como escolhas, vínculos e acontecimentos traumáticos podem produzir efeitos que ultrapassam uma única vida.

A narrativa convida a pensar a transmissão familiar, o acaso, o amor, a perda e as formas como cada pessoa tenta dar sentido ao que vive.

Uma indicação para pensar afetos e perdas

Como indicação, o filme pode abrir reflexões sobre luto, elaboração, memória e cuidado diante de experiências difíceis.

Não se trata de assistir buscando respostas prontas, mas de permitir que algumas cenas convoquem perguntas sobre a vida, os laços e aquilo que permanece como marca.

Para assistir com atenção

É uma obra que pode mobilizar temas sensíveis. Por isso, vale ser assistida no tempo de cada pessoa, especialmente por quem se interessa por narrativas sobre família, sofrimento e reconstrução subjetiva.

Luto, trauma e transmissão familiar

Ao acompanhar diferentes gerações, o filme mostra que acontecimentos traumáticos não ficam necessariamente restritos a quem os viveu primeiro. Silêncios, narrativas familiares e formas de vínculo podem atravessar o tempo e participar da maneira como outras pessoas constroem suas histórias.

A obra não deve ser tomada como explicação clínica, mas pode servir como ponto de partida para pensar como cada sujeito tenta simbolizar perdas e acontecimentos difíceis.

Por que assistir?

É uma indicação para quem se interessa por filmes sobre relações familiares, luto, memória e construção de sentido. A narrativa pode ser emocionalmente intensa e aborda temas como morte, acidente e sofrimento psíquico.

Se esses assuntos estiverem muito próximos de uma experiência atual, respeitar o próprio tempo também é uma forma de cuidado. Para outras leituras sobre perdas, veja Lutos finitos e infinitos, de Christian Dunker.

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