Por Ana Paula Mazorca, Psicóloga - CRP 08/25479
A vida em si (2018), filme de Dan Fogelman
A vida em si é um filme de 2018, dirigido por Dan Fogelman, que atravessa histórias familiares, relações amorosas, perdas e acontecimentos que deixam marcas ao longo das gerações.
Histórias que se entrelaçam
O filme acompanha personagens em diferentes tempos e lugares, mostrando como escolhas, vínculos e acontecimentos traumáticos podem produzir efeitos que ultrapassam uma única vida.
A narrativa convida a pensar a transmissão familiar, o acaso, o amor, a perda e as formas como cada pessoa tenta dar sentido ao que vive.
Uma indicação para pensar afetos e perdas
Como indicação, o filme pode abrir reflexões sobre luto, elaboração, memória e cuidado diante de experiências difíceis.
Não se trata de assistir buscando respostas prontas, mas de permitir que algumas cenas convoquem perguntas sobre a vida, os laços e aquilo que permanece como marca.
Para assistir com atenção
É uma obra que pode mobilizar temas sensíveis. Por isso, vale ser assistida no tempo de cada pessoa, especialmente por quem se interessa por narrativas sobre família, sofrimento e reconstrução subjetiva.
Luto, trauma e transmissão familiar
Ao acompanhar diferentes gerações, o filme mostra que acontecimentos traumáticos não ficam necessariamente restritos a quem os viveu primeiro. Silêncios, narrativas familiares e formas de vínculo podem atravessar o tempo e participar da maneira como outras pessoas constroem suas histórias.
A obra não deve ser tomada como explicação clínica, mas pode servir como ponto de partida para pensar como cada sujeito tenta simbolizar perdas e acontecimentos difíceis.
Por que assistir?
É uma indicação para quem se interessa por filmes sobre relações familiares, luto, memória e construção de sentido. A narrativa pode ser emocionalmente intensa e aborda temas como morte, acidente e sofrimento psíquico.
Se esses assuntos estiverem muito próximos de uma experiência atual, respeitar o próprio tempo também é uma forma de cuidado. Para outras leituras sobre perdas, veja Lutos finitos e infinitos, de Christian Dunker.
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